terça-feira, 15 de março de 2011

CAPACIDADES FÍSICAS

 

O que faz a atividade física completa!

 

Capacidades físicas

Defini-se Capacidades Físicas ou qualidades físicas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento comumente classificadas em cinco tipos: Resistência, Força, Velocidade, Flexibilidade e Coordenação motora.

Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi criada, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, havia uma preocupação em traçar uma definição positiva de saúde, que incluiria saúde como um estado de completo bem-estar, e não apenas a ausência de doenças, e apesar de algumas mudanças seu sentido permanece. De acordo com a OMS:  "A medida em que um indivíduo ou grupo é capaz, por um lado, de realizar aspirações e satisfazer necessidades e, por outro, de lidar com o meio ambiente.

"A saúde é portanto vista como um recurso para a vida diária, não o objetivo dela. Abranger os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas, é um conceito positivo". Fica clara nesta frase, a dependência entre saúde e desenvolvimento integral das capacidades físicas.

O desenvolvimento equilibrado das cinco qualidades físicas é fundamental tanto para o bem estar quanto para saúde. Obviamente que nos esportes de alto nível algumas qualidades prevalecem sobre as outras, ou seja, no halterofilismo prevalece a força, na corrida de fundo a resistência e assim por diante. Mas do ponto de vista da qualidade de vida quanto mais equilibrado for o conjunto, mais condicionado será o indivíduo.

Na prática, devemos enxergar o  condicionamento físico de maneira mais ampla. Portanto, não adianta desenvolver a força e não ter resistência, ou ter flexibilidade e não ter força, ter resistência sem velocidade, e assim por diante. Nossas atividades diárias exigem a aplicação de todas as capacidades físicas, às vezes enfatizando uma, às vezes duas e em muitas vezes todas simultaneamente.

Portanto, um programa de exercícios ideal que vise desenvolvimento da condição física e qualidade de vida deveria planejar o treinamento de todas as capacidades, ou seja, não basta treinar exercícios aeróbios e musculação. Um profissional gabaritado sabe a importância do treino de coordenação, flexibilidade, velocidade, força e resistência.

Fonte: < http://bbel.uol.com.br/qualidade-de-vida/post/capacidades-fisicas.aspx >

CAPACIDADES FÍSICAS

Capacidades Físicas são definidas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento comumente classificadas em diversos tipos: Resistência, Força, Velocidade, Agilidade, Equilíbrio, Flexibilidade e Coordenação motora (destreza).

forçaForça: É a capacidade física que permite deslocar um objeto, o corpo de um parceiro ou o próprio corpo através da contração dos músculos.
corridaVelocidade: É a capacidade física que permite realizar movimentos no menor tempo possível ou reagir rapidamente a um sinal.

treino físicoAgilidade: É a qualidade física que permite mudar a direção do corpo no menor tempo possível. Conhecida como velocidade de “troca de direção”. Para a agilidade, a flexibilidade é importante.

equilíbrioEquilíbrio: É a qualidade física conseguida por uma combinação de ações musculares com o propósito de assumir e sustentar o corpo sobre uma base, contra a lei da gravidade. Pode ser de 3 tipos: dinâmico, estático e recuperado.

amarelinhaCoordenação Motora (destreza): É a capacidade física que permite realizar uma sequência de exercícios de forma coordenada.

flexibilidadeFlexibilidade: É a capacidade física que permite executar movimentos com grande amplitude.

maratonaResistência: É a capacidade física que permite efetuar um esforço durante um tempo considerável, suportando a fadiga dele resultante e recuperando com alguma rapidez.


Fonte: < http://educadorfisico.wordpress.com/2009/03/30/capacidades-fisicas/ >

sexta-feira, 11 de março de 2011

PARA SE EXERCITAR, CONCENTRE-SE NO COMO, E NÃO NO PORQUÊ

Pesquisa indica que focar nas informações sobre os benefícios produz pouco resultado.
Estabelecer metas específicas e fáceis de administrar é mais eficiente.

Diário da Saúde

A maioria das pessoas sabe que os exercícios físicos são importantes para manter e melhorar a saúde.

No entanto, o sedentarismo e as taxas de obesidade nunca estiveram tão altas, a ponto de assumirem o status de grandes questões de saúde pública.

Cientistas da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, resolveram então descobrir por que as pessoas sabem o que deve ser feito e não o fazem.

Mais coração do que cérebro

Eles descobriram que adultos saudáveis que receberam intervenções focadas em estratégias de mudança de comportamento aumentaram significativamente seus níveis de atividade física.

Por outro lado, as intervenções baseadas em abordagens cognitivas, que tentam alterar o conhecimento, não melhoraram o nível de atividades físicas praticadas.

"O foco precisa mudar de aumentar o conhecimento sobre os benefícios dos exercícios físicos para a discussão de estratégias para mudar o comportamento e aumentar os níveis de atividade física," afirma Vicki Conn, um dos autores da pesquisa.

"A abordagem tradicional é a de tentar mudar as atitudes ou as convicções das pessoas sobre os exercícios, mostrando por que eles são importantes, mas essa informação não é motivadora," afirma Conn.

Estratégias de motivação

As estratégias de comportamento incluem o feedback, a definição de objetivos, o automonitoramento, a prescrição de exercícios e estímulos ou sugestões.

O automonitoramento - qualquer método onde os participantes registram e acompanham a sua atividade ao longo do tempo - parece aumentar significativamente a conscientização e proporciona motivação para o engajamento nas atividades físicas regulares.

"Os profissionais de saúde devem perguntar aos pacientes sobre seus hábitos de atividades físicas e ajudar a estabelecer metas específicas e fáceis de administrar," recomenda Conn.

"Peça a eles para tentar estratégias diferentes, como controlar seu progresso, agendar os exercícios em seus celulares ou agendas, ou colocar pedômetros em suas roupas. Discuta recompensa para a realização de metas," recomenda o pesquisador.


"EM 20 ANOS, TEREMOS A PRIMEIRA GERAÇÃO DE PAIS ENTERRANDO FILHOS", DIZ MÉDICO

Sedentarismo levou a epidemia mundial de obesidade, que mobiliza COI e ONU.
Victor Matsudo, do Celafiscs, levou ao COI experiência do programa implantado em SP.

R7

Em 20 anos, teremos a primeira geração de pais enterrando filhos, diz Victor Matsudo, ortopedista e especialista em medicina do esporte, sobre o agravamento do problema de doenças que resultam da obesidade, espalhada por todo o planeta. E a preocupação alcançou o COI (Comitê Olímpico Internacional), que entre 25 e 28 de janeiro promoveu encontro de especialistas em sua sede de Lausanne, Suíça, para debater como o esporte pode se contrapor a essa epidemia. O médico brasileiro esteve presente.

- As pessoas tinham ao menos ideia de atividade física, de prática esportiva. Brincavam, saíam de casa, sentiam o vento no rosto, o prazer com a liberação de endorfina [o “hormônio da felicidade”, que dá sensação de bem-estar]. A geração atual não sai de casa, não tem contato com a endorfina.

Os adolescentes de hoje são mais obesos, explica o médico, que há anos luta para que as pessoas façam alguma atividade física – a maneira de prevenir doenças crônicas e degenerativas como obesidade, hipertensão, diabetes e câncer.

- É uma geração que vai morrer mais jovem. Pela primeira vez vamos ver uma inversão dessa: pais enterrando filhos que não têm nenhuma atividade física, que não comem bem, que aos 30 anos têm doenças crônicas. Aliás, já estamos vendo isso, mas em futuro próximo vai ser pior – vai ser um massacre.

A obesidade infantil e juvenil está crescendo “uma enormidade” no planeta, diz Victor Matsudo.

- E não é só em países desenvolvidos. Essa é uma ideia falsa. Os países pobres estão engordando cada vez mais. O México é o primeiro nesse índice, nas Américas e o Brasil vai atrás, no mesmo ritmo. A obesidade é uma epidemia mundial.

Contra doenças, atividade física

É preciso intervir nessa tendência de pessoas ficando doentes e morrendo mais cedo, assinala o médico. E isso é possível com atividade física - meia hora diária, cinco dias por semana; ou uma hora diária, cinco dias por semana, no caso dos obesos (porque precisam emagrecer).

Victor Matsudo explica que, “se os índices continuarem no ritmo em que estão, em 2052 todo norte-americano será obeso – pior: em 2036, todo adolescente norte-americano será obeso”.

Isso significa que, em 2.000 anos de história, a população não havia chegado a isso – de pais enterrando filhos - que poderá ocorrer em apenas 40 anos, se as pessoas continuarem com o sedentarismo.

Victor Matsudo, que coordena o Agita São Paulo, criado em 1997, no Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), levou ao COI experiência do programa implantado no Estado de São Paulo.

- Já sabemos que 51% das doenças têm causa em comportamento. Três fatores - inatividade, má alimentação e cigarro - resultam em quatro doenças - obesidade, hipertensão, diabetes e câncer. As pessoas, portanto, têm como prevenir essas doenças. Têm de saber que não é normal morrer com 30, 35 anos!

Obesidade vai à ONU

Em fevereiro, o médico brasileiro esteve na Cidade do México, onde houve reunião preparatória das Américas para encontro na ONU, marcado para 17 de setembro deste ano, e que levará presidentes de 200 países a Nova York.

- A OMS [Organização Mundial de Saúde] está se armando contra a epidemia de obesidade. Está à frente dessa mobilização, porque as doenças crônicas e degenerativas, responsáveis por 70% das mortes do planeta, não constam das Metas do Milênio, da Carta do ONU. O encontro dos presidentes de todo o mundo, em setembro, vai tratar disso.

Por Denise Mirás